O Corpo é um Universo
O maior engano não é a doença.
É a forma como enxergamos o corpo.
Fomos ensinados a acreditar que o corpo é algo isolado.
Uma estrutura fechada, separada do mundo.
Mas isso não é verdade.
O corpo é um universo.
Assim como o planeta Terra abriga diferentes formas de vida,
o corpo também abriga.
Dentro de você existem bilhões de micro-organismos.
Eles vivem, se movimentam, se adaptam.
Eles não chegaram agora.
Eles sempre estiveram ali.
E mesmo assim, fomos ensinados a temê-los.
Chamamos de invasores…
de ameaças…
de inimigos invisíveis.
Mas se eles fazem parte do nosso próprio sistema,
como podem ser a origem do problema?
Um universo em equilíbrio não entra em guerra com a própria vida que abriga.
Ele sustenta.
Ele organiza.
Ele mantém harmonia.
Então a pergunta muda.
Não é mais:
“Como eliminar o que está dentro de mim?”
Mas sim:
“O que fez esse universo perder o equilíbrio?”
Porque quando o ambiente interno está em ordem,
tudo convive em paz.
Mas quando há desequilíbrio,
aquilo que antes era neutro…
passa a se manifestar.
Não porque mudou de natureza.
Mas porque o ambiente mudou.
O corpo funciona como a Terra.
Quando o ambiente está limpo, equilibrado e em fluxo,
a vida prospera.
Mas quando há acúmulo, poluição e desordem,
o cenário muda.
E a vida que ali existe
responde a essa mudança.
O erro nunca foi a existência dos micro-organismos.
O erro foi ignorar o estado do ambiente onde eles vivem.
O olhar comum busca um culpado.
Mas o olhar consciente busca a causa.
E a causa está no fluxo.
Quando o fluxo é interrompido,
o ambiente se transforma.
E quando o ambiente se transforma,
tudo o que vive nele reage.
Por isso, tentar eliminar o que aparece
sem transformar o ambiente…
é como enxugar água sem fechar a torneira.
O corpo não é o inimigo.
Os micro-organismos não são os inimigos.
O desequilíbrio é apenas um reflexo
de algo mais profundo.
E esse “algo” começa onde quase ninguém olha:
No acúmulo invisível.
É exatamente isso que vamos revelar no próximo capítulo.
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